DEBATE REALIZADO NO CONSULADO EM LONDRES
"A Comunidade Jovem Portuguesa em Debate"
24 de Setembro 2005
Consulado Geral de Portugal em Londres
Ainda que não possa estar presente, junto remeto um texto que reflecte o que testemunhei e o conhecimento que tenho em relação à nossa comunidade jovem aqui residente.
Impressões caracterizadoras da comunidade jovem aqui residente
Podemos dividir a nossa comunidade jovem em três grupos:
- Ligação à Língua e Cultura Portuguesas.
Ainda ligados aos valores morais e familiares, apresentam resultados escolares satisfatórios.
- Ligação ao meio inserido, a cultura e língua Portuguesas vão-se perdendo assim como a identidade.
O meio de convivio é de grande influência e tendem a seguir grupos que por vezes podem ser de risco. Aproveitamento escolar é menor e com abandono ou apenas a escolariedade obrigatória.
- Jovens em sitação de risco, sem qualquer tipo de orientação.
Isolados da familia, sem identidade e sem motivação profissional.
Por vezes, o seu "habitat" é a criminalidade.
Problemas que mais afectam os Jovens
Falta de orientação profissional, cultural e de identidade.
1. Falta de acompanhamento actualizado por parte dos pais.
2. Escassez de meios financeiros.
3. Ambiente familiar instável.
4. Isolamento
Factores de risco que conduzem os jovens para situações perigosas e por vezes de dependência.
Indicação das prioridades de acção mais adequadas
O Movimento Associativo pode ser um vínculo de grande importância ao auxílio da integração de jovens nas Associações Portuguesas com as diversas actividades e desporto, para além do elo de ligação à nossa Língua e Cultura.
1. Identificar os factores de risco e alertar para as consequências. Apoios especializados se necessários.
2. Maior divulgação de apoios aos jovens.
Maior participação dos jovens em encontros ou eventos.
Fazê-los sentir úteis para com a socieadade num todo.
Perceber os seus medos e ânsias.
Não cabe apenas à familia ter em conta os problemas que efectam os jovens, mas todos nós-sociedade.
Criação de grupos ou projectos de acompanhamento aos jovens, informação, apoios, identificar os problemas e a integração em actividades e desporto.
Uma maior valorização à nossa cultura atraíndo os jovens a participarem na nossa sociedade.
Concerteza que será um debate produtivo e construtivo!
Votos de um enorme sucesso,
C. Pinto
Conselheira das Comunidades Portuguesas no Reino Unido
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Estive a par de muitos impossibilitados de atravessar Londres, e de Bournemouth embora viessem dois, apenas um conseguiu chegar ao vosso encontro, parabéns.
Quando há demonstrações em Londres, não só é perigoso andar pelo trajecto da demonstração, mas temos de ter o máximo cuidado porque os terroristas não escolhem, pois atacam a tudo o que se lhes depara pela frente.
Vivo em Londres ha 37 anos e sempre evitei qualquer tipo de demonstrações.Sobre o vosso encontro no Consulado, acho que seria boa ideia que tal se realizasse também num salão pertencente a alguma colectividade portuguesa, ou num salão de uma Igreja frequentada por portugueses.
(…) A nossa juventude necessita de mais apoio, mais conselhos da vida real dos nossos dias e sobretudo de alguém que se interesse pelos seus problemas.
Por issso acho que se alguém promove um encontro com os nossos jovens, deve ser de louvar esta inicitiva e não deixar morrer, mas coninuar para de vez enquando alertar os nossos jovens para a realidade da vida.
Agradecido,
J. C. R. Freitas
Representante das Comunidades Madeirenses no Reino Unido e Ilhas do Canal
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Infelizmente devido à ocorrência de alguns imprevistos não pude atender ao evento de 24/09/05, todavia por intermédio de J. Noronha da Associação Meta, tive conhecimento que este evento foi muito positivo e que atraiu o interesse de muitos. Por gentileleza me inclua em futuros eventos.
Desde então aceite meus cumprimentos
L. Dantas-Gooda
Câmara de Breckland (norte de Inglaterra)
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Foi com muito prazer que fui ao debate. A meu ver podiamos ter ficado muito mais tempo a falar dos problemas que afectam os nossos jovens neste país, e de possíveis soluções.
Achei informativo, bastante útil, com boas oportunidades de estabelecer contactos na comunidade.
Concordo, como foi sugerido durante o debate que deveria mais destes debates. O Consulado é, a meu ver o local mais indicado.
Gostaria de sugerir que o Projecto MENTORES seja agendado para o ínicio do próximo debate, visto que o tempo de apresentação foi curto.
Melhores cumprimentos
L. Peries
Rede de Voluntariado
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Estou a viver em Londres apenas há um ano, de modo que o meu conhecimento da comunidade portuguesa e dos seus problemas não é muito profundo. Contudo, devido à minha actividade profissional, contacto diariamente com muitos jovens e vou-me apercebendo dos seus problemas e anseios.
Devo acrescentar que considero que este contacto tem sido, de um modo geral, positivo.
Penso que os problemas-chave da comunidade (jovem e não jovem) focalizam-se, essencialmente, nos seguintes pontos:
falta de conhecimento das ferramentas para aceder à informação
auto-isolamento : os portugueses, de um modo geral, vivem demasiado fechados na sua comunidade, tendo um modo de vida essencialmente rural, o que dificulta a abertura de horizontes.
falta de ferramentas linguísticas
falta de entreajuda
falta de participação cívica
Confesso que me é difícil vislumbrar soluções. É óbvio que as decisões políticas poderiam oferecer algumas mais valias – um país bem organizado apoia os seus cidadãos de forma mais eficaz. Mas, deixando-me de utopias, creio que iniciativas como o Projecto MENTORES são extremamente pertinentes, pois além de contribuírem para uma maior motivação dos jovens, orienta-os profissionalmente e transmite uma mensagem importante: que com entreajuda é muito mais fácil alcançar objectivos.
A parceria entre o Projecto MENTORES e o Festival de Música Portuguesa "Atlantic Waves" da Fundação Calouste Gulbenkian, presta também um contributo de orientação profissional muito positivo, pois destina-se a um público multicultural que abrange também os jovens portugueses.
Penso que eu e todos os outros professores de Língua Portuguesa devemos, de um modo criativo, contribuir para a abertura de horizontes dos jovens e, simultaneamente, para a solidificação das suas raízes lusófonas. Devemos envolver-nos na escola e na comunidade local. Devemos esclarecer os pais, apelar ao seu envolvimento na educação dos filhos (e na sua própria educação, através dos cursos da educação para adultos existentes a nível local).
Talvez uma comunicação saudável, dinâmica, coordenada e focalizada entre as várias instituições portuguesas existentes neste país pudesse ser uma plataforma para projectos de investimento humano na nossa comunidade.
Talvez se pudessem criar coisas como uma revista bilingue dirigida à comunidade jovem, com um formato irreverente e criativo. Ou uma associação juvenil orientada para a participação cívica, para as artes, para a orientação profissional (associada ao Projecto Mentores). Recomendo uma visita ao site www.capmagellan.org, uma associação juvenil luso-francesa que promove a lusofonia, que pode servir como modelo.
Claro que para alcançar estes objectivos é necessário uma grande campanha de sensibilização; os jovens têm que se sentir envolvidos e responsáveis pela criação de coisas.
S. Machado
Escola Secundária de "La Retraite" (Lambeth)
Rede de Voluntariado
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Infelizmente não poderei comparecer. Peço aos senhores que mantenham-me informado sobre o Projeto MENTORES pois eu tenho muito interesse pelo mesmo, e assim poderei também passar as informações para a comunidade portuguesa do Centro Scalabrini.
Atenciosamente,
Padre G. Ziliotto
Centro Scalabrini (Lambeth)
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(Na qualidade de jovem profissional portuguesa educada e residente em Londres) Sentia-me ás vezes e ainda sinto, que nem sou 100% Portugesa e nem 100% Inglesa. Acho que há falta de pessoas com quem nós podemos conversar sobre isto, sobre as nossas opções profissionais e escolhas para continuar a estudar etc.
Eu felizmente tive a oportunidade de conversar com alguém, mas nem todos têm essa oportunidade.
Por isso é que eu acho bem existir o Projecto MENTORES, e tenho gosto em ajudar.
Uma coisa que ajudou-me imenso quando eu era mais nova, foi uma Associação Portuguesa para Jovens.
Os pais podiam-nos deixar lá e depois iam buscar-nos quando acabava. (Os pais podiam ficar também, não era só para jovens). Havia um baile ao domingo aonde se juntavam muitos jovens da comunidade Portuguesa.
Aqui conheci muitos dos meus amigos, muitos deles os meus melhores amigos.
Aqui podíamos brincar, conversar, bailar. Deu para aprender e saborear um pouco da nossa cultura portuguesa.
Acho que hoje em dia falta mais este tipo de oportunidades. As Associações que existem agora não são a mesma coisa. Nas Associações temos a oportunidade de receber informações sobre o que se passa e os acontecimentos na comunidade Portuguesa em Inglaterra. Quem não vai às Associações fica às vezes sem saber e fora de certas coisas. (Nao só de festas mas também de informações importantes).
G. Rodrigues
Rede de Voluntariado
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Foi antes de mais um prazer estar presente no referido debate. Tais iniciativas são sempre de louvar, na medida em que ficamos sempre um pouco mais conscientes do que se passa à nossa volta.
Como representante do Grupo Desportivo de Mangualde em Londres devo dizer que estaremos sempre dispostos a contribuir para a melhoria da situação social dos portugueses em Londres.
Devo salientar que (apesar de uma minoria não se importar minimamente com a Escola Portuguesa ou com qualquer outra coisa que tenha a ver com o Consulado Português) nota-se uma grande preocupação por parte dos Pais com o futuro das crianças uma vez que foi dito que o ensino da Língua Portuguesa no Reino Unido está "em vias de extinção". Talvez este seja um dos muitos pontos importantes a serem "discutidos" numa reunião próxima .
Com os meus melhores cumprimentos.
T. Marques
Grupo Desportivo de Mangualde em Londres
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Concordo com a visão de que não existe outra forma de realizar estes eventos e actividades senão no seio consular. O Consulado como responsável pelo apoio aos Portugueses no Reino Unido terá, penso eu, todo o interesse no incentivo destas actividades. Acho no entanto que deveria estar mais directamente envolvido nesta questão do insucesso escolar quer ao nível organizacional quer logístico.
Quanto ao debate em si, apesar de considerar ser uma iniciativa louvável, penso que necessita de ser repensado o seu formato de modo a permitir que se consiga chegar a algumas conclusões ou definições de objectivos. Na minha opinião, pode-se realizar uma sessão de puro debate ou brain storming de forma a produzir objectivos e/ou linhas mestras de orientação, e posteriormente opta-se por grupos mais pequenos (preferencialmente de especialistas) para debate de sub-temas mais específicos sobre os jovens da comunidade portuguesa já tendo no horizonte de curto / médio prazo a acção.
É importante ser fiel a um programa e horário, de modo a alcançar maiores níveis de eficiência e evitar a saturação dos participantes voluntários.
D. Almeida
Rede de Voluntariado
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Foi com agrado que participei neste debate realizado com vista aperceber-se quais as razões que levam a que os nossos jovens tenham baixo aproveitamento escolar no Reino Unido, tal como na generalidade acontece em Portugal.
Gostava de referir que acho de excelente tom que este tipo de iniciativas sejam efectuadas sob alçada consular ou sob seu aval. Assim desmonstra-se que a sociedade civil está activa e que tem o apoio possível deste órgão de representação do estado Portugês.
Na minha opinião tal foi o impacto positivo de se fazer este debate no Consulado que alguns grupos presentes alargaram a sua intervenção para além do cerne do debate e descreveram o seu trabalho pelo facto de estarem precisamente no Consulado. Este poderia aproveitar o mote e realizar encontros e debates sobre assuntos sócio-económicos no seu seio.
Relativamente ao assunto em debate, creio que ouvimos relatos de experiências ricas para este assunto e principalmente vindas de vários campos socio-economicos e de variadas zonas deste país.
Em minha opinião, creio que o panorama dos jovens não é tão péssimo como de inicio se temia, mas que a nível de potencialização da Cultura e ensinamentos sobre a Língua Portuguesa ainda haja bastante trabalho a realizar.
Gostava de mencionar a minha opinião sobre o formato, aconselhando a que seja mais curto o espaço de tempo dispendido e que haja um enfoque no assunto em questão zelosamente respeitado e mantido pelo moderador.
Os meus melhores cumprimentos e parabéns.
Centro Scalabrini (Lambeth)
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(Na qualidade de jovem profissional portuguesa educada e residente em Londres) Sentia-me ás vezes e ainda sinto, que nem sou 100% Portugesa e nem 100% Inglesa. Acho que há falta de pessoas com quem nós podemos conversar sobre isto, sobre as nossas opções profissionais e escolhas para continuar a estudar etc.
Eu felizmente tive a oportunidade de conversar com alguém, mas nem todos têm essa oportunidade.
Por isso é que eu acho bem existir o Projecto MENTORES, e tenho gosto em ajudar.
Uma coisa que ajudou-me imenso quando eu era mais nova, foi uma Associação Portuguesa para Jovens.
Os pais podiam-nos deixar lá e depois iam buscar-nos quando acabava. (Os pais podiam ficar também, não era só para jovens). Havia um baile ao domingo aonde se juntavam muitos jovens da comunidade Portuguesa.
Aqui conheci muitos dos meus amigos, muitos deles os meus melhores amigos.
Aqui podíamos brincar, conversar, bailar. Deu para aprender e saborear um pouco da nossa cultura portuguesa.
Acho que hoje em dia falta mais este tipo de oportunidades. As Associações que existem agora não são a mesma coisa. Nas Associações temos a oportunidade de receber informações sobre o que se passa e os acontecimentos na comunidade Portuguesa em Inglaterra. Quem não vai às Associações fica às vezes sem saber e fora de certas coisas. (Nao só de festas mas também de informações importantes).
G. Rodrigues
Rede de Voluntariado
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Foi antes de mais um prazer estar presente no referido debate. Tais iniciativas são sempre de louvar, na medida em que ficamos sempre um pouco mais conscientes do que se passa à nossa volta.
Como representante do Grupo Desportivo de Mangualde em Londres devo dizer que estaremos sempre dispostos a contribuir para a melhoria da situação social dos portugueses em Londres.
Devo salientar que (apesar de uma minoria não se importar minimamente com a Escola Portuguesa ou com qualquer outra coisa que tenha a ver com o Consulado Português) nota-se uma grande preocupação por parte dos Pais com o futuro das crianças uma vez que foi dito que o ensino da Língua Portuguesa no Reino Unido está "em vias de extinção". Talvez este seja um dos muitos pontos importantes a serem "discutidos" numa reunião próxima .
Com os meus melhores cumprimentos.
T. Marques
Grupo Desportivo de Mangualde em Londres
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Concordo com a visão de que não existe outra forma de realizar estes eventos e actividades senão no seio consular. O Consulado como responsável pelo apoio aos Portugueses no Reino Unido terá, penso eu, todo o interesse no incentivo destas actividades. Acho no entanto que deveria estar mais directamente envolvido nesta questão do insucesso escolar quer ao nível organizacional quer logístico.
Quanto ao debate em si, apesar de considerar ser uma iniciativa louvável, penso que necessita de ser repensado o seu formato de modo a permitir que se consiga chegar a algumas conclusões ou definições de objectivos. Na minha opinião, pode-se realizar uma sessão de puro debate ou brain storming de forma a produzir objectivos e/ou linhas mestras de orientação, e posteriormente opta-se por grupos mais pequenos (preferencialmente de especialistas) para debate de sub-temas mais específicos sobre os jovens da comunidade portuguesa já tendo no horizonte de curto / médio prazo a acção.
É importante ser fiel a um programa e horário, de modo a alcançar maiores níveis de eficiência e evitar a saturação dos participantes voluntários.
D. Almeida
Rede de Voluntariado
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Foi com agrado que participei neste debate realizado com vista aperceber-se quais as razões que levam a que os nossos jovens tenham baixo aproveitamento escolar no Reino Unido, tal como na generalidade acontece em Portugal.
Gostava de referir que acho de excelente tom que este tipo de iniciativas sejam efectuadas sob alçada consular ou sob seu aval. Assim desmonstra-se que a sociedade civil está activa e que tem o apoio possível deste órgão de representação do estado Portugês.
Na minha opinião tal foi o impacto positivo de se fazer este debate no Consulado que alguns grupos presentes alargaram a sua intervenção para além do cerne do debate e descreveram o seu trabalho pelo facto de estarem precisamente no Consulado. Este poderia aproveitar o mote e realizar encontros e debates sobre assuntos sócio-económicos no seu seio.
Relativamente ao assunto em debate, creio que ouvimos relatos de experiências ricas para este assunto e principalmente vindas de vários campos socio-economicos e de variadas zonas deste país.
Em minha opinião, creio que o panorama dos jovens não é tão péssimo como de inicio se temia, mas que a nível de potencialização da Cultura e ensinamentos sobre a Língua Portuguesa ainda haja bastante trabalho a realizar.
Gostava de mencionar a minha opinião sobre o formato, aconselhando a que seja mais curto o espaço de tempo dispendido e que haja um enfoque no assunto em questão zelosamente respeitado e mantido pelo moderador.
Os meus melhores cumprimentos e parabéns.
G. Rosa
Rede de Voluntariado
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A iniciativa foi de louvar, todavia, ficou aquém das propostas do próprio projecto, isto porque, o cerne da questão - "A inserção profissional dos jovens" - não foi tida em conta por parte dos intervenientes do público durante o debate.
C. Costa e M. Machado
Rede de Voluntariado
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Relativamente ao debate realizado a 24 de Setembro gostaria de comecar por agradecer o convite para estar presente. É com enorme prazer que participo e dou o meu contributo em matérias que estão directa e/ou indirectamente relacionadas com crianças e jovens.
Aproveito também para acrescenter que é de louvar a sua iniciativa, estando solidária com a nossa comunidade portuguesa em Londres e invistindo num projecto social com os nossos jovens.
No que respeita ao debate em si, a minha opinião é de que há muito para se dizer e muito para se fazer, um longo caminho para se percorrer, em que os primeiros passos já são bem visiveis.
Um aspecto muito positivo que gostaria de realçar diz respeito ao número de profissionais que se disponibilizaram e que se disponibilizam na continuidade do projecto.
Outro aspecto, talvez mais importante, é a necessidade da continuidade do projecto, pela sua relevância.
Estas crianças e jovens portugueses, pertencentes que são a uma minoria cultural, vivem inseridos numa sociedade onde procuram encontrar um espaço com que se identifiquem.
Como minoria e num contexto de desenvolvimento pessoal, as suas vivências e procura de identidade torna-se confusa. Pela minha experiencia pessoal posso dar inúmeros exemplos dos conflitos pessoais que eles experimentam na sua fase de adolescência, principalmente quando se veem confrontados com dois mundos paralelos, de uma forma quase permanente.
Desejo que este debate tenha sido o primeiro de muitos que ainda se irão realizar. Ou seja, que a dra Isabel Pessoa Lopes (Projecto Mentores), o Consulado e os profissionais que se voluntariaram não desistam destes jovens que precisam tanto de nós.
Por mim, continuarei disponível para o que se tornar necessário.
Grata pela sua atenção, com os meus melhores cumprimentos,
F. Velasco
Câmara de Wandsworth (Londres)
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Primeiro gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a possibilidade de estar presente no Encontro de 24 de Setembro em Londres.
Como primeiro comentário gostaria de lhe endereçar os nossos parabéns pelo Projecto MENTORES e todo o trabalho que têm desenvolvido em prol das crianças e jovens portugueses. Segundo subscrever a sua proposta na necessidade de envolvermos e discutirmos com mais assuidade a comunidade portuguesa aqui radicada, só que numa perspectiva de unir e criar mais sinergias entre os quadros e as várias instituições que a representam.
No que diz respeito ao tema, como representante da META, gostaríamos de acrescentar:
A META trabalha directamente com a Keystone Development Trust e muitos dos projectos dirigidos para os jovens acabam por ser endereçados a esta organização, a qual conta com um centro para jovens, um clube de ferias para criancas e a construção em curso de um parque para desportos radicais. Por outro lado durante o ano são desenvolvidos uma quantidade de eventos dirigidos a este grupo de jovens, que vão desde desportos, musicais, culturais, fotografia e outros. Por enquanto não temos tido nem internamente, nem das autoridades, qualquer indicação de abuso de alcool ou drogas por parte dos jovens portugueses. Os problemas vão surgindo sim, no respeitante a trabalho e continuação de estudos para os mais velhos e ocupação dos tempos livres para os mais pequenos. E nestas áreas a META tem desenvolvido algum trabalho necessário e suficiente para dar resposta. Pensamos mesmo que a comunidade portuguesa aqui radicada, é constituida essencialmente por adultos e crianças de tenra idade ou idade escolar, não nos parecendo que exista um número exagerado de jovens nesta área, que exiga um cuidado especial ou que estejam envolvidos em actividades que necessitem de uma acção concreta por parte da META.
No que diz respeito aos bébés e crianças até aos 12 anos de idade, o problema existe e tem, a nosso ver, sido mal gerido pelas autoridades locais. A maior parte dos portugueses residentes em Norfolk trabalham na indústria ou restauração. Estas actividades trabalham por turnos de 8 horas, muitos divididos pelas 24 horas do dia. Deste modo muitos portugueses trabalham fora das horas normais de trabalho e consequentemente à boa maneira portuguesa "soluções " onde deixam os seus filhos. Só que a legislação portuguesa é algo diferente da do Reino Unido e muitas destas "soluções" são ilegais e podem ser vigorosamente penalizadas pelos tribunais, podendo inclusive conduzir à perca do direito paternal da criança. A META desde muito cedo tem pressionado as autoridades para que lhe permitisse a abertura de uma Créche para fazer face a este problema. As autoridades defendem que a solução deve ser encontrada no quadro da oferta local existente, só que essa oferta se nega a providenciar serviços antes das 7 da manhã e depois das 6 da tarde... Perante o facto foi-nos pedido um inquérito à população local e caso o número de pedidos fosse significativo, então as mesmas autoridades analizariam o nosso pedido. Ontem, dois meses depois, recebemos das autoridades as perguntas ao inquérito, que vamos proceder no intuito da abertura de uma Créche. Para além deste problema, as crianças portuguesas em Norfolk são elogiadas pelas escolas e pela comunidade local pela sua capacidade em aprender a língua inglesa e se integrarem. Segundo um relatório, apresentado recentemente, as crianças portuguesas em idade escolar têm aproveitamento acima da média.
Espero que seja isto que necessite, mas se precisar de mais alguma participação pode-me contactar.
Gostaria que me enviasse uma listagem com os contactos das pessoas que fizeram parte do encontro, já que tínhamos algum interesse em as contactar.
Sem outro assunto de momento,
Os nossos melhores cumprimentos.
J. Noronha
Multilingual European Thetford Association (META)
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Reflexão sobre as ideias subjacentes ao discutido no Debate
Salta à vista que a caracterização dos jovens na comunidade Portuguesa residente em Inglaterra é em tudo semelhante à caracterização dos jovens na comunidade Portuguesa residente em Portugal. Há uma diferença clara de percursos académicos, na mesma geração, que se traduzem na formação de dois grupos sociais com evidentes contrastes económicos.
Os jovens residentes em Inglaterra encerram duas características diferentes das dos jovens residentes em Portugal: são emigrantes residentes em Inglaterra.
Por serem emigrantes enfrentam as dificuldades de vida acrescidas por estarem num país com cultura – todos os meios, dispositivos, ideias e ideais decorrentes da vivência e sobrevivência de uma sociedade – que não lhes é familiar.
Por residirem em Inglaterra estão num país rico, mais rico que Portugal.
Caracterização dos Jovens residentes em Inglaterra e do seu contexto social
1 – Se os jovens estão inseridos em famílias que vieram de Portugal, mesmo não havendo estudos abrangentes o suficiente para uma caracterização mais profunda, é natural que se caracterizem pelos mesmos índices e resultados que surgem nos estudos feitos com jovens residentes em Portugal, quanto ao facto de serem jovens de cultura marcadamente portuguesa, e com jovens de outras etnias residentes em Inglaterra, quanto ao facto de serem mais uma dessa etnias. Cruzando estes dois conjuntos de estudos deveremos obter uma caracterização muito aproximada dos jovens portugueses residentes em Inglaterra.
2 – O grupo de emigrantes portugueses pelo Mundo tem enfrentado, e ultrapassado com sucesso na maioria dos casos, dificuldades de aprendizagem de novas línguas, modos de vida e hábitos de trabalho em profissões que pouco conhecem. Exemplo disso são as comunidades portuguesas que vivem na Alemanha ou no Cantão Alemão da Suíça que aprendem uma língua difícil, não popular em Portugal, com climas e modos de vida completamente estranhos, com hábitos de trabalho pouco divulgados em Portugal, na convivência com um povo dos menos abertos à integração de etnias. Os que residem em Inglaterra enfrentam dificuldades menos adversas do que estas, acredito.
3 – O Reino Unido é um país rico, quer na Europa quer no Mundo. Tem tido um crescimento económico positivo nos últimos anos num contexto de tendência europeia negativa; tem mantido e desenvolvido, apesar de tudo, uma política social que vai assegurando serviços sociais e de cidadania importantes para o tão desejado ‘bem estar’ da sociedade, nem que apenas para facilitar o ‘bem estar’ dessa economia. Os que cá trabalham só têm que aproveitar o que em Portugal não temos. O projecto MENTORES ‘só’ tem que disponibilizar ideias, projectos e meios para que aconteça ainda mais.
Plano de Acção
Entendo que, para ultrapassar o efeito de trabalhar e viver num país onde somos emigrantes e potenciar a vantagem desse país ser mais rico daquele de onde vimos, devemos apostar numa grande área: conhecer a fundo o país e os recursos que nele se encontram o quanto antes; estabelecer relações políticas, económicas e sociais com todos aqueles que detêm esses recursos.
Ao Projecto MENTORES caberá, no meu entender e se quiser, conhecer i) as instituições, governamentais ou privadas, colectivas ou em nome pessoal, que detenham meios físicos, financeiros ou intelectuais que sejam do interesse dos jovens portugueses recorrer, usar ou desenvolver; ii) ou que detenham meios de influencia sobre o poder político local para criar ou desenvolver essas instituições a favor dos interesses dos jovens portugueses. Caberá ainda potenciar a vantagem das relações estabelecidas ou a estabelecer.
1 – Rede de procura de Informação
Atendendo à fase em que nos encontramos sobre o ‘conhecimento do país e das suas instituições’ que foi demonstrada no debate decorrido ontem, penso ser essencial proceder à resposta das seguintes questões e torná-la conhecida por todos os que estavam presentes. Pareceu-me que cada um de nós terá uma parte da resposta a cada questão.
A - Que instituições inglesas, governamentais ou privadas, existem com o propósito de disponibilizarem recursos físicos, financeiros, académicos ou humanos a comunidades emigrantes ou a colectividades heterogéneas residentes no Reino Unido?
- Quais os objectivos e condições em que essas instituições disponibilizam esses recursos?
- Em que medida o Projecto MENTORES pode construir projectos de acção de acordo com o âmbito dessas instituições?
B - Que instituições inglesas ou com actividade em Inglaterra, governamentais ou privadas, têm uma actividade económica que podem disponibilizar meios de desenvolvimento profissional em parceria com o Projecto MENTORES?
C – Com que instituições daqui listadas já houve contacto por parte das pessoas presentes neste debate?
- Em que circunstâncias houve ou há esse contacto?
D – Quais os projectos desenvolvidos por outras etnias?
- Desses, que resultados foram obtidos? Que benefícios directos tiveram na etnia? Que efeitos tiveram nas políticas sociais inglesas?
2 – Rede de divulgação de Informação
A – Divulgar a informação recolhida àqueles que se mostram interessados em desenvolver no todo ou na parte o propósito do Projecto MENTORES.
B – Divulgar informação útil comum aos jovens portugueses residentes no Reino Unido. Desta informação, pode constar a listagem de instituições que o Projecto MENTORES apurou e o trabalho já desenvolvido. A divulgação pode ser feita via booklet ou blog/web.
Que todos contribuam para as respostas que procuramos, apelo.
Um abraço,
T. Gomes
Serviço Educativo do Festival de Música Portuguesa "Atlantic Waves" (FCG)
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Penso que o Projecto MENTORES é uma iniciativa a ser louvada e foi um bom pretexto para alertar a comunidade portuguesa no Reino Unido para a necessidade de um Fórum onde profissionais e interessados nas área social possam partilhar experiências.
Os temas debatidos na reunião eram por si só muito abrangentes, por vezes pareceu-me que os jovens estavam a ser esquecidos no meio do debate. Penso que é fulcral que se discuta a educação, soluções para uma melhor integração e orientação profissional dos jovens.
Deu para perceber que estavam presentes vários profissionais interessados em dar o seu tempo para iniciativas como o Projecto Mentores. É importante que o fórum possa acolher jovens que dêm o seu testemunho em primeira mão. E talvez promover um fórum de jovens que depois possa eleger representantes para assitistir a um fórum maior. Algumas idéias que penso que podem contribuir para o desenvolvimento da emergente comunidade jovem no RU.
Com os melhores cumprimentos
V. Varela
Câmara de Hackney (Londres)
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Antes de mais queria dar os parabéns pela conferência organizada no passado dia 24 de Setembro.
Apesar de não termos conseguido explorar melhor a parte que se destinava a ideias e propostas, o facto de ter durado mais do que o previsto só demonstra que temos muito para dizer e que precisamos de mais iniciativas destas.
Fiquei muito contente quando soube que se ia realizar esta conferência. Não só porque sou portuguesa e me preocupo com a nossa comunidade como também porque trabalho diáriamente com jovens e portanto faz parte da minha área professional e área de interesse.
Achei que a Conferencia foi muito útil como uma primeira etapa de um processo que pode ser grande e importante para a nossa comunidade. No entanto, precisa não só de voluntarios mas também de apoio institucional para ter sucesso.
Sei que apesar da caracterização menos positiva da comunidade portuguesa em Londres (especialmente a residente em Stockwell) tenho conhecimento de muitos outros portugueses, jovens adultos, que vivem em Londres, não estão registados na embaixada mas encontram-se bem estabelecidos cá.
Apoio 100% este tipo de iniciativas e já que discutimos tanto os problemas que tal outro encontro para delinear soluções?!!!
Mais uma vez os meu parabéns e continuação do bom trabalho.
S. Caetano
Oxford House Youth
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O Projecto Mentores é muito interessante e a conferência foi bastante enriquecedora, dado que nos permitiu conhecer o trabalho desenvolvido por diversas pessoas/instituições/associações, dedicadas ao estudo e à resolução de problemas que afectam a comunidade portuguesa; teria sido proveitoso ter tido acesso (em papel ou suporte digital) à lista de contactos das instituições/associações para conhecê-las melhor, acompanhar o seu trabalho e, eventualmente, colaborar em projectos.
Muito agradecemos o convite e estamos inteiramente disponíveis para próximos encontros.
Com os nossos melhores cumprimentos,
S. Faria e L. Ferreira
Professoras de Biologia e LCP/ME-EPE (respectivamente)
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Considero que tendo sido esta a primeira oportunidade para partilhar experiências dentro da própria comunidade e para a comunidade havia muito a dizer. A postura dos intervenientes foi manifestando ao longo do debate essa mesma necessidade de partilha. No entanto, creio ter sentido um certo pessimismo em relação ao passado e ao presente.
Louvo também a abertura das instalações consulares para estas actividades que beneficiam a comunidade portuguesa assim como a contribuição da Coordenação de Ensino Português.
Creio que o papel da CEP foi essencial assim como o dos Mentores para a organização deste evento. Finalmente o papel dos professores como agentes de cultura e educação comprovou a importância da sua relação previligiada com a comunidade e o reconhecimento do seu papel no Projecto MENTORES.
Quanto ao debate em si, necessita de ser repensado o seu formato de modo a permitir que se respeite o tempo de intervenção dos participantes assim como contextualizar o tipo de intervenções a fazer.
Creio que o Projecto MENTORES foi pouco mencionado e, passou para segundo plano.
Infelizmente o momento para fazer sugestões não foi o mais adequado dado o adiantado da hora. É importante cumprir o programa e o horário, de modo a permitir utilizar estas oportunidades únicas para abrir novos caminhos e possibilidades de intervenção junto da comunidade.
L. Ribeiro
ME-EPE (Cursos de Língua e Cultura Portuguesa) (Lambeth)
Rede de Voluntariado
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Apesar de ter confirmado a minha presença para este encontro, não me foi possível comparecer.
Gostaria de saber se é possível entrar em contacto com alguém para ficar a par dos assuntos discutidos na reunião bem como se haverá um novo encontro e se já está agendado.
Obrigada pela atenção dispensada.
Cumprimentos,
C. Simões
Embaixada de Portugal em Londres
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A reunião que teve lugar no Consulado Geral de Portugal no passado dia 24 de Setembro 2005 teve por objectivo proporcionar uma discussão alargada sobre problemas que afectam os jovens portugueses no Reino Unido. Estiveram presentes professores, assistentes sociais, representantes de organizações religiosas e outros profissionais interessados.
Foram feitas algumas comunicações sobre problemas específicos, nomeadamente o insucesso escolar e o uso de drogas pelos jovens. Foi mencionado especialmente um estudo levado a cabo pelo Departamento de Educação da Câmara de Lambeth (‘Aiming High: Raising Portuguese Achievments’) que refere que o aproveitamento escolar dos jovens portugueses é o pior de todos os grupos étnicos minoritários representadas nas escolas estudadas. Tal observação foi posta em dúvida por outros intervenientes, de Londres e de Norfolk, que referiram bons resultados escolares nas suas comunidades mas sem no entanto produzirem informação estatística comprovativa.
Da discussão tida concluí-se ser urgente tentar investigar o problema, a sua extensão e possíveis causas, de forma sistemática e sugerimos que tal se faça sob a forma de inquéritos às escolas e/ou às famílias à semelhança e na sequência do estudo da comunidade portuguesa imigrante anteriormente iniciado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Luton com o apoio da Fundação Gulbenkian, Câmara de Lambeth e Ministério dos Negócios Estrangeiros e mais tarde lamentávelmente abandonado antes da sua conclusão (com devolução do subsídio) por incapacidade institucional.
Foi ainda referido e distribuido um Relatório sobre um Projecto de Investigação sobre os Jovens Portugueses residentes em Lambeth. Relativamente a este Relatório, que não comentámos na altura por não o termos lido, parece-nos ele pouco credível o que não surpreende pois os chamados ‘investigadores’ (researchers), segundo os seus curriculos revelam, não possuem nem as habilitações formais nem a experiência para executarem um estudo desta natureza.
Durante a reunião houve consenso geral quanto à importancia do Projecto Mentores como estímulo motivador para a educação dos jovens e específicamente pelo aconselhamento que oferece em relação às oportunidades de educação post-escolar suplementando assim o ‘Careers Advisory Service’ tão descurado nas escolas do Estado, e nomeadamente nas àreas socialmente mais desfavorecidas.
J. Monjardino e M. E. Monjardino
Rede de Voluntariado
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A minha experiência professional prende-se essencialmente com a comunidade portuguesa residente em Londres, na área de Lambeth. No curso do trabalho que tenho vindo a desenvolver com os pais, nomeadamente ao nível de competências de leitura e escrita em português, tenho constatado que uma percentagem acentuada regista enormes dificuldades no desempenho das mesmas.
Realço ainda que um elevado nùmero de pais requer a intervenção da equipa de interpretes e tradutores, sempre que abordam um profissional na escola.
O debate veio portanto confirmar a urgente intervenção de autoridades com responsabilidade para tal, de modo a colmatar o insucesso escolar da comunidade portuguesa em Lambeth.
C. Fraga
Coordenadora da "Ethnic Minority Achievement Grant" e Professora na Escola Primária de Stockwell (Lambeth)
Rede de Voluntariado
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Foi com interesse, e gosto e responsabilidade cristã que participamos no encontro organizado e orientado pelos membros do Projecto MENTORES. Este esclareceu-nos pela acção realizada junto dos jovens.
Alertou-nos para problemas existentes, que carecem de apoio, ajuda e orientação sobre vários aspectos.
Leva a querer que não nos podemos nem devemos deixar-nos dominar pelo egoísmo, certo comodismo e lamentações estéreis.
Urge olhar de perto a realidade, estamos cientes que a vida está carente de valores, os quais fazem muita falta e as consequências são bem vísiveis.
Compete-nos unir pessoas, forças, vontades, iniciativas, e consciências, e então daremos respostas aos desafios que a educação e formação humana e cristã nos colocam e reclamam de nós presença, descobertas, solução, saída.
Julgamos muito válido e necessário o Projecto MENTORES.
O povo espera muito dos responsáveis.
O povo necessita de ajuda.
Missão Católica Portuguesa,
Centro Paroquial de Stockwell (Lambeth)
